Estiagem causada pela ação do homem pode afetar grandes regiões do país por até 40 anos e prejudicar a produção de alimentos

Secas nos próximos anos acontecerão por combinação de redução das chuvas e aumento da evaporação da água do solo (Foto: Nasa)
Secas nos próximos anos acontecerão por combinação de redução das chuvas e aumento da evaporação da água do solo (Foto: Nasa)

Nos Estados Unidos cientistas divulgaram um estudo assustador: se a emissão de gases poluentes continuar no ritmo atual, os americanos vão enfrentar uma seca prolongada como não se via há muitos séculos.

A seca que afeta a Califórnia é só uma amostra do que vem pela frente. Até o fim deste séculos milhões de americanos vão enfrentar um fenômeno que não se via há mil anos. As megassecas devem castigar o Sudoeste dos Estados Unidos, a região das grandes planícies, que corta o país de Norte a Sul e é uma grande produtora de alimentos.

O cientista da Nasa Ben Cook diz que as secas normais, como a atual, duram no máximo uma década. Já as megassecas podem durar 30, 40 anos.

A estiagem prolongada vai ser resultado de menos chuva e neve e de mais evaporação.Uma consequência do aquecimento do planeta, segundo os pesquisadores uma consequência da ação do homem.

Para chegar a essa conclusão os cientistas analisaram dados das secas do passado e simularam em computadores o que pode acontecer com a umidade do solo depedendo da quantidade de gases que causam o aquecimento do planeta.

Hoje o risco de uma megasseca é de 12%. Se as emissões de gases estufa continuarem crescendo o risco sobe para 80%.

Mas se isso não acontecer, diz o cientista Ben Cook, a seca vai criar um desafio inédito para a agricultura, o ecossistema e as pessoas.

Fonte: g1.globo.com